quinta-feira, 20 de maio de 2010
Dia decissivo
Confesso que hoje estou com medo de me arrepender, de estar fazendo um mau negócio, de não conseguir me virar sozinha. Resumindo: simplesmente medo! Mas estou me movimentando, não estou me deixando paralizar por este sentimento.
Sei que com essa atitude muitas mudanças virão pelo caminho. Mudanças desejadas, necessárias e muito bem vindas.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Um sonho (im)possível?
Hoje ouvi duas histórias bem parecidas de mulheres bem diferentes, ambas estavam indignadas com a traição dos maridos. No fundo as duas queriam a mesma coisa: a mudança dos companheiros, que eles optassem por ficar com elas em detrimento da relação extra-conjugal que vinham mantendo. Na minha avaliação o prognóstico era desfavorável.
O fato é que desde sempre houve uma permissividade em relação à infidelidade masculina, até porque as mulheres precisavam tolerar isto por uma questão de sobrevivência, pois mesmo infiéis, os homens se mantinham como os únicos provedores da família. Felizmente hoje em dia as coisas são um pouco diferentes. Muitas mulheres já se sustentam e não precisam tolerar a infidelidade do marido para sobreviverem, ou seja, em boa parte dos casos já não há a dependência financeira. Porém, observa-se que existe uma vinculação afetiva, que muitas vezes mantém as mulheres presas a relacionamentos com homens infiéis. Mas será que o sofrimento compensa? Pelo que eu tenho visto e ouvido, não.
Tenho pensado que talvez o ideal seria cultivar a lealdade e não a fidelidade nos relacionamentos, o que exigiria uma mudança nos contratos dos relacionamentos. Os dois elementos da relação poderiam ter envolvimento com outras pessoas, e envolvimento é diferente de relacionamento!
A psicanalista Regina Navarro Lins aborda esta questão de nos iludirmos com a idéia de suprirmos todas as necessidades do outro de maneira muito direta no livro "A Cama na Varanda".
No momento acredito que as duas opções são incômodas para as mulheres, mas não há como negar que é necessário repensar as bases sob as quais contruímos as nossas relações amorosas.
Depois coloco mais informações sobre o livro. Vale a pena!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Maldita memória olfativa!
Eu tenho o estranho hábito de cheirar as coisas. Em uma linguagem mais poética, o costume de sentir o odor que é próprio das coisas.
De início, este hábito era restrito aos alimentos, mas hoje em dia confesso que já se generalizou para tudo aquilo se apresenta no meu ambiente. Fico atenta para o odor dos objetos, dos lugares, e é claro, das pessoas. Não chego ao extremo do personagem principal do romance "O Perfume", de Patrick Süskind, mas consigo lembrar o cheiro de tudo o que foi significativo pra mim, o que acaba abrindo possibilidade para experienciar uma gama de sentimentos, dependendo da lembrança despertada pelo contato com determinado odor. Há cheiros que lembram lugares familiares e agradáveis, outros que lembram pessoas significativas, tais lembranças vêem associadas a uma gama de sentimentos, que por sua vez estão associados àqueles lugares e pessoas.
Há cheiros que no momento não gostaria de sentir, pois não quero lembrar momentos e pessoas específicas. Isto não quer dizer que queira esquecer tudo de uma vez por todas, até porque considero isto impossível, mas que a partir de agora quero sentir novos cheiros e assim construir novas memórias olfativas, tão significativas quanto as que já vivi.
Lembranças universitárias
Foi como voltar no tempo. O ambiente já não é mais o mesmo, as pessoas não são as mesmas de 5 ou 10 anos atrás, mas ainda assim me senti como nos tempos de universitária. Não durou muito tempo, mas valeu à pena recordar tantas coisas boas.
O sentimento foi de nostalgia, de saudade de uma época que está associada à liberdade, leveza, à segurança de poder se intitular simplesmente como universitária, à muitas histórias divertidas.
Confesso que associada à nostalgia, há um desconforto pela sensação de não pertencimento. Já não reconheço muito bem os espaços, há prédios onde antes só havia mato e os prédios que já existiam foram reformados. Apesar disso, o astral permanece o mesmo, simplesmente universitário! Bem diferente do ambiente de faculdade particular no qual estou inserida diariamente. Acho que estar às margens do rio faz toda a diferença.
Que orgulho de ter esta universidade na minha história. Foi através dela que construí todo o resto: um grande amor, minha carreira profissional, parte significativa das minhas amizades. Hoje, mesmo já tendo saído daqui, vejo o quanto ela ainda faz parte de mim.
24/04/10
Auditório Setorial Básico I - UFPA
sábado, 8 de maio de 2010
Enfim, comecei!
Na verdade, até cheguei a criar um blog antes, no qual fiz algumas postagens isoladas em 2008 e em 2009, todas motivadas pela mesma situação.
Em 2010, não gostei de me perceber repetindo cenas, discursos e mudei. Por isso, deletei o blog antigo e criei este novo, mais coerente com o momento atual, que é de mudanças.
Sejam bem vindos!
