sábado, 18 de dezembro de 2010

2010: O ano que tinha tudo pra ser um fracasso...e NÃO foi!


Final de ano é tempo de fazer retrospectiva e balanço geral da vida durante o ano que está acabando. Geralmente nunca faço nada disso. Além da preguiça ser grande, existe um medo enorme de constatar que boa parte dos planos feitos no final do ano anterior não foram concretizados, mas esse ano tive vontade de fazer a minha retrospectiva, provavelmente porque este foi um ano atípico: tudo o que foi realizado e conquistado não foi planejado!
Ainda em março, 2010 já ia de mal a pior: insatisfação no trabalho (pelo menos era só em um deles!), vida afetiva desmoronando, até culminar em uma dolorosa e inevitável separação.
De repente tudo mudou. Eu precisei mudar, me reinventar.
Ainda em março, após a separação, comecei a procurar apartamento para alugar e em duas semanas achei um para comprar. Era início de julho e já estava com as chaves do meu apartamento em mãos! Nesta mesma semana conheci alguém mais do que especial, que desde então tem me dedicado afeto e admiração, simplesmente por eu ser do jeito que sou, e que me fez voltar a sorrir e a acreditar  em muitas coisas novamente.
Setembro foi o mês de iniciar trabalho em uma área nova para mim, em lugar novo, com pessoas novas. Estou adorando a mudança e o aprendizado que tenho a cada dia de trabalho.
E por que 2010 deu certo? Provavelmente porque eu me permiti mudar, experimentar coisas novas e estar ao lado de pessoas que me queriam bem. E claro, porque o eu tenho "complexo de Poliana" (sempre pode ser pior, né?), o que me faz ter um otimismo incontrolável.

Desejo a todos um Feliz 2011!!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Trilha sonora


Sempre adorei essa música desde a primeira vez que a ouvi.
Ontem, quando a ouvi depois de uns tempos, percebi que ela fazia um sentido diferente pra mim. Bem melhor!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A partida

Infelizmente chegou a hora de deixar a “casa”.
Pouco a pouco as pessoas que construíram aquele espaço comigo foram saindo. Outras pessoas chegaram e eu era uma das únicas que permanecia ali. Verdade que a casa já não tinha mais o mesmo astral e energia de antes, mesmo assim quis ficar.
Comodismo? Não. Hoje avalio que era comprometimento sincero com uma idéia e compromisso com mulheres que começaram a trilhar um novo caminho comigo.
O compromisso ainda existe, mas a força foi se esgotando. Percebi que já estava lutando sozinha fazia algum tempo, por isso vinha me sentindo tão cansada, esgotada. Cada vez sentia mais falta dos amigos que “me blindaram” durante tanto tempo, dos nossos momentos de trocas de idéias, nos quais conversas aparentemente simples sobre a vida e o cotidiano, traziam à tona a temática das relações de gênero e da violência contra mulher.
Finalmente decidi partir. Tomar essa decisão foi extremamente difícil, pois implicava abrir mão de uma temática de estudo (que até aqui me rendeu muitos frutos), para me envolver com alguma outra coisa, ainda incerta.
Depois do Maria do Pará, nunca mais serei a mesma. E como é bom constatar isto! Em pouco mais de dois anos de trabalho, aprendi muito e mudei muito: minha percepção de mundo; do que é ser homem e do que é mulher. Mas o melhor de tudo foram as amizades que fiz, amizades sólidas, que mesmo sem a convivência diária na “casa”, ainda se mantêm e tudo indica que se manterão por muito tempo. Mais do que amigos, passamos a ser todos cúmplices de nossas mudanças pessoais.

sábado, 31 de julho de 2010

Carpinejar e o meu incômodo com a mulher perdigueira

Quero uma mulher perdigueira, possessiva, que me ligue a cada quinze minutos para contar de uma ideia ou de uma nova invenção para salvar as finanças, quero uma mulher que ame meus amigos e odeie qualquer amiga que se aproxime. Que arda de ciúme imaginário para prevenir o que nem aconteceu. Que seja escandalosa na briga e me amaldiçoe se abandoná-la. Que faça trabalhos em terreiro para me assustar e me banhe de noite com o sal grosso de sua nudez. Que feche meu corpo quando sair de casa, que descosture meu corpo quando voltar. Que brigue pelo meu excesso de compromissos, que me fale barbaridades sob pressão e ternuras delicadíssimas ao despertar. Que peça desculpa depois do desespero e me beije chorando.
Fabrício Carpinejar - Quero uma mulher perdigueira

Em pleno sábado e eu já de pé às 8h. Ainda bem, pois se não fosse essa doença de acordar cedo, teria perdido a entrevista do Fabrício Carpinejar no Espaço Aberto (Canal Globonews). Ele estava conversando com o Ediney Silvestre sobre o seu novo livro "Mulher Perdigueira".
É claro que ele falou bastante sobre a crônica que dá nome ao livro ("Quero uma mulher perdigueira").
Considero esta crônica meu calcanhar de Aquiles, pois ela sempre me incomoda! Me incomodou desde quando foi postada no antigo blog do autor, em 04 de março de 2009. O incômodo foi tamanho que até postei um comentário na época. Um ano depois, postei um comentário sobre o mesmo texto no blog da querida Cínthya Verri, namorada do Carpinejar.
Por que eu me incomodo? Porque eu não sou uma mulher perdigueira e durante muitos anos fui cobrada para ser uma. No fundo, até que eu queria ser, mas eu simplesmente não consigo, não sou assim. Após cobranças diretas até passava uns dias meio perdigueira (mandava mais mensagens durante o dia, nem que fosse pra não dizer nada, ligava com maior frequencia, escondia uns bilhetinhos pela casa, etc.), mas depois voltava ao meu estilo cuidadora, sem me sentir uma mulher sufocadora/controladora. Meu dia é tão corrido, que às vezes não dá tempo nem de beber água, muito menos de mandar mensagem e ficar telefonando. 
Reconheço a necessidade que o outro tem dessa expressão de afeto, pois eu também tenho, mas parece que no meu caso o que eu tinha para oferecer nunca era suficiente. Sofri um tempo por não ser como queriam que eu fosse, mas hoje em dia avalio que na verdade talvez quisessem que eu fosse uma pessoa muito diferente do que eu realmente sou.
Não sou uma mulher perdigueira, mas sou uma mulher muito especial. Sou consciente disso!

sábado, 10 de julho de 2010

A casa e o jardim

Não havia nada planejado. Não pensava que iria conhecer uma casa onde sentisse vontade de entrar, de conhecer seus cômodos e as histórias que já abrigaram. Simplesmente aconteceu.
Inicialmente sentiu-se atraído pela fachada, a qual lhe pareceu bonita. Depois de contemplá-la observou que existia uma porta entreaberta. O desejo de entrar para conhecer seu interior foi irresistível. Entrou com a cautela que é necessária quando se chega a um lugar novo, desconhecido. Seus olhos eram de curiosidade, revistavam tudo com muita atenção, como se não quisessem perder nenhum detalhe.
Percebeu que até bem pouco tempo aquele espaço, hoje aparentemente vazio, estava habitado. Parecia ter sido deixado repentinamente, pois ainda encontrou alguns objetos de uso pessoal espalhados pelos cômodos, como se a partida tivesse sido inesperada, sem que houvesse tempo para recolher os pertences. Questionou-se o que haveria motivado tal saída? Afinal, tudo lhe parecia tão bonito, aconchegante e acolhedor. Os vestígios (fotos, recortes, objetos, odores) davam sinal de uma convivência feliz.
Após percorrer todos os cômodos, chegou ao jardim. Ali percebeu que faltou cuidado do(s) antigo(s) morador(es): as plantas estavam murchas, a ponto de morrerem. Faltou água, troca de terra e de vaso. Faltou atenção e cuidado. Uma pena, pois parecia ter sido um jardim bonito.
Felizmente, parece que chegou a tempo de socorrer o jardim. Como que por instinto, tal como se socorre alguém que está morrendo, pegou água para regar as plantas, improvisou uma pá de jardinagem e em algumas horas sentiu-se com a sensação de dever cumprido. Afinal, aquele jardim estava destoando daquela casa tão bonita.
Sabia que aqueles primeiros socorros não garantiriam a salvação do jardim. Seria necessário voltar àquela casa, aquele jardim. Sentiu-se importante e necessário para aquela casa. Estava pronto para voltar ali todos os dias, quantas vezes fossem necessárias. Percebeu então que o cuidado com o jardim era a justificativa que precisava para voltar outras vezes àquela casa, onde se sentiu tão confortável.
De alguma forma, sentia retribuição por parte da casa. Talvez por isso, sabia que iria voltar.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Nothing Lasts Forever - Echo and the Bunnymen

Essa noite me lembrei dessa música. Quando ouvi, percebi que ela é totalmente atual pra mim. Fala de fim, de busca, de desejo...

Confesso que senti uma certa nostalgia.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Mudanças

Estou mudando. De várias formas, sinto que estou mudando.
Às vezes acho que as mudanças demoraram tempo demais para iniciarem, depois acho que talvez só agora seja o tempo certo delas.
Mudei de hábitos, mudei de rotina, mudei de óculos, vou mudar o corte de cabelo e vou mudar de casa. Tudo isso em pouquíssimos meses! Precipitação, pressa, impulsividade? Tenho pensado que tudo se resume à estratégia de adaptação e sobrevivência. Precisei buscar novos caminhos, novos rumos e novos sentidos. Até agora está dando certo.
Outras mudanças devem vir a reboque das já iniciadas e serão muito bem-vindas. Anseio por elas!
Felizmente, algumas coisas não mudaram (e nem quero que mude!): a disponibilidade dos amigos para estarem ao meu lado nos principais momentos da minha vida.
Obrigad@ a tod@s vocês!

domingo, 13 de junho de 2010

O que tenho ouvido: The Divine Comedy - At The Indie Disco


Essa música é muito astral. Uma boa pedida pra começar a semana. Impossível não sentir vontade de dançar ou de balançar pelo menos a cabeça.

sábado, 12 de junho de 2010

Divisão de bens

Quando se tem um relacionamento longo, muitos bens são construídos. Não necessariamente bens que podem ser revestidos em dinheiro. Existem lugares, pessoas e músicas que estão intrisecamentes relacionados a momentos e a uma história que é comum a duas pessoas.
Estes dias fiquei pensando que tudo isso deveria ser dividido em um acordo entre as partes no ato da separação. Constrangimentos e sofrimentos poderiam ser evitados, afinal, ninguém que se separa quer encontrar o seu ex- por pelo menos uns seis meses, seja sozinho ou acompanhado. Daí a importância da divisão dos lugares.
Sabe aquele café perto da sua casa? Aquele fica pra você e o perto do meu trabalho fica pra mim (questão de praticidade). E o fulano e a fulana, posso chamá-los pra sair comigo? Você se importa de não ir ao aniversário daquela nossa amiga (pelo menos só por esse ano)?
Antes desse tempo de segurança, nunca se sabe o que pode acontecer em um encontro. As possibilidades vão de uma recaída a uma fuga desesperada.

domingo, 6 de junho de 2010

Procura-se

Onde estás que não te encontro mais?
Sei que ainda existes em mim, já tive provas de tua existência.
Não acredito que estivesses presente só porque eu estava acompanhada e que estejas condicionada a isto.
É quando estou só que mais preciso de ti, até para acreditar que posso conquistar outras companhias pelo simples fato de ser do jeito que sou.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Dia decissivo

Ontem dei um passo importante, eu diria até que decissivo, e foi tudo por minha conta e risco! Só no momento em que eu assinava um monte de papéis foi que me dei conta de que eu estava sozinha, sem ninguém pra me dizer alguma coisa ("parabéns" ou "sua doida!") ou pra questionar as coisas por mim. Não tinha namorado, marido, nem pai nem mãe. Era só eu! Na verdade eu fiz tudo sozinha desde o início, ainda que sem muita pretensão de que resultasse em alguma coisa mais concreta. E eis que de repente me vi diante de uma boa oportunidade da qual fiquei com medo de me arrepender se deixasse pra trás. Resolvi arriscar, o que não é muito comum pra mim.
Confesso que hoje estou com medo de me arrepender, de estar fazendo um mau negócio, de não conseguir me virar sozinha. Resumindo: simplesmente medo! Mas estou me movimentando, não estou me deixando paralizar por este sentimento.
Sei que com essa atitude muitas mudanças virão pelo caminho. Mudanças desejadas, necessárias e muito bem vindas.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Um sonho (im)possível?

Mulheres querem atenção e dedicação exclusiva, o que chamamos de fidelidade. Cada vez mais venho me questionando se isso é possível.
Hoje ouvi duas histórias bem parecidas de mulheres bem diferentes, ambas estavam indignadas com a traição dos maridos. No fundo as duas queriam a mesma coisa: a mudança dos companheiros, que eles optassem por ficar com elas em detrimento da relação extra-conjugal que vinham mantendo. Na minha avaliação o prognóstico era desfavorável.
O fato é que desde sempre houve uma permissividade em relação à infidelidade masculina, até porque as mulheres precisavam tolerar isto por uma questão de sobrevivência, pois mesmo infiéis, os homens se mantinham como os únicos provedores da família. Felizmente hoje em dia as coisas são um pouco diferentes. Muitas mulheres já se sustentam e não precisam tolerar a infidelidade do marido para sobreviverem, ou seja, em boa parte dos casos já não há a dependência financeira. Porém, observa-se que existe uma vinculação afetiva, que muitas vezes mantém as mulheres presas a relacionamentos com homens infiéis. Mas será que o sofrimento compensa? Pelo que eu tenho visto e ouvido, não.
Tenho pensado que talvez o ideal seria cultivar a lealdade e não a fidelidade nos relacionamentos, o que exigiria uma mudança nos contratos dos relacionamentos. Os dois elementos da relação poderiam ter envolvimento com outras pessoas, e envolvimento é diferente de relacionamento!
A psicanalista Regina Navarro Lins aborda esta questão de nos iludirmos com a idéia de suprirmos todas as necessidades do outro de maneira muito direta no livro "A Cama na Varanda".
No momento acredito que as duas opções são incômodas para as mulheres, mas não há como negar que é necessário repensar as bases sob as quais contruímos as nossas relações amorosas.
Depois coloco mais informações sobre o livro. Vale a pena!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Maldita memória olfativa!


Eu tenho o estranho hábito de cheirar as coisas. Em uma linguagem mais poética, o costume de sentir o odor que é próprio das coisas.
De início, este hábito era restrito aos alimentos, mas hoje em dia confesso que já se generalizou para tudo aquilo se apresenta no meu ambiente. Fico atenta para o odor dos objetos, dos lugares, e é claro, das pessoas. Não chego ao extremo do personagem principal do romance "O Perfume", de Patrick Süskind, mas consigo lembrar o cheiro de tudo o que foi significativo pra mim, o que acaba abrindo possibilidade para experienciar uma gama de sentimentos, dependendo da lembrança despertada pelo contato com determinado odor. Há cheiros que lembram lugares familiares e agradáveis, outros que lembram pessoas significativas, tais lembranças vêem associadas a uma gama de sentimentos, que por sua vez estão associados àqueles lugares e pessoas.
Há cheiros que no momento não gostaria de sentir, pois não quero lembrar momentos e pessoas específicas. Isto não quer dizer que queira esquecer tudo de uma vez por todas, até porque considero isto impossível, mas que a partir de agora quero sentir novos cheiros e assim construir novas memórias olfativas, tão significativas quanto as que já vivi.

Lembranças universitárias

Foi como voltar no tempo. O ambiente já não é mais o mesmo, as pessoas não são as mesmas de 5 ou 10 anos atrás, mas ainda assim me senti como nos tempos de universitária. Não durou muito tempo, mas valeu à pena recordar tantas coisas boas.

O sentimento foi de nostalgia, de saudade de uma época que está associada à liberdade, leveza, à segurança de poder se intitular simplesmente como universitária, à muitas histórias divertidas.

Confesso que associada à nostalgia, há um desconforto pela sensação de não pertencimento. Já não reconheço muito bem os espaços, há prédios onde antes só havia mato e os prédios que já existiam foram reformados. Apesar disso, o astral permanece o mesmo, simplesmente universitário! Bem diferente do ambiente de faculdade particular no qual estou inserida diariamente. Acho que estar às margens do rio faz toda a diferença.

Que orgulho de ter esta universidade na minha história. Foi através dela que construí todo o resto: um grande amor, minha carreira profissional, parte significativa das minhas amizades. Hoje, mesmo já tendo saído daqui, vejo o quanto ela ainda faz parte de mim.


 

24/04/10

Auditório Setorial Básico I - UFPA

sábado, 8 de maio de 2010

Enfim, comecei!

Já faz tempo que venho me prometendo escrever um blog.
Na verdade, até cheguei a criar um blog antes, no qual fiz algumas postagens isoladas em 2008 e em 2009, todas motivadas pela mesma situação.
Em 2010, não gostei de me perceber repetindo cenas, discursos e mudei. Por isso, deletei o blog antigo e criei este novo, mais coerente com o momento atual, que é de mudanças.
Sejam bem vindos!