sexta-feira, 6 de julho de 2012

Fé nas pessoas

 (do Latim fides, fidelidade e do Grego pistia) é a firme opinião de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta idéia ou fonte de transmissão.

Vivemos um tempo de falta de fé. Não a fé no seu sentido religioso, mas no que diz respeito a uma sensação relevante no relacionamento entre as pessoas, de entrar em contato com um sentimento de absoluta confiança, seja em uma ideia ou em uma pessoa. 
Crença e confiança cegas não são saudáveis, pelo contrário: "a desconfiança é o farol que guia o prudente" (Shakespeare), e ser prudente ajuda na nossa sobrevivência emocional, porém, duvidar de tudo e de todos, é terrível e angustiante.
Parece que é necessário cultivarmos uma certa inocência para nos mantermos crédulos, mas infelizmente a vida dificilmente permite que isso aconteça. Inevitavelmente, surgem pessoas em nossa vida que acabam destruindo nossa inocência e com ela levam junto a nossa fé. 
Reconstruir a inocência é impossível, mas a fé, essa pode e deve ser reconstruída sempre que for destruída, caso contrário, a convivência com as pessoas passa a ser muito mais difícil e sofrida.
A vantagem é que com o tempo, e talvez por não sermos mais (tão) inocentes, aprendemos a identificar em quem podemos e devemos ter fé.